sábado, 14 de maio de 2011

Herpes Genital


Herpes genital: mesmo sem lesões, pode ser transmitido
80 por cento dos americanos desconhecem ter
2011-05-11
Modelo tridimensional do vírus do herpes
Pessoas com herpes genital podem contagiar os seus parceiros mesmo que não tenham lesões, revela um estudo publicado no “Journal of American Medical Association”, que vem reforçar as suspeitas que os cientistas já tinham neste sentido.

De acordo com Christine Johnston, co-autora do estudo e investigadora da Universidade de Washington, nos EUA, investigações anteriores de grande escala, realizadas pelo governo norte-americano, já tinham demonstrado que 80 por cento dos americanos desconhecem ter herpes genital.

O estudo actual é o maior realizado até à data para examinar a questão e também a utilizar um teste sensível de ADN para detectar o vírus. Isto significa, refere a autora do estudo, “que se pode tornar muito mais clara qual a frequência com que as pessoas propagam o vírus ".
O estudo envolveu 500 pessoas que tinham obtido um resultado positivo da presença do vírus. Cada uma recolheu amostras genitais com um cotonete durante pelo menos 30 dias, sendo que, no total, foram recolhidas e analisadas mais de 28 mil amostras.

O vírus foi detectado em 20 por cento dos dias, em 410 pessoas que tinham sintomas, comparativamente a dez por cento dos dias nas pessoas que não tinham sintomas evidentes. No entanto, em ambos os grupos segregaram a mesma quantidade vírus durante os dias de propagação.

Estes dados sugerem a utilização de medidas preventivas sempre que possível. Entre elas o uso de preservativo, tomar diariamente um antiviral indicado e informar o parceiro sobre a infecção. De acordo com a investigação, "foi demonstrado que estas três estratégias reduzem a transmissão entre 30 a 50 por cento", facto que leva os cientistas a recomendar as pessoas a usarem todas estas medidas.

Retirado de http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=48999&op=all

quinta-feira, 5 de maio de 2011

I Encontro de Crianças e Jovens de Coimbra

No passado dia 3 de Maio o Ges foi com alguns delegados e sub-delegados das turmas de 5º e 6ºano do Ineds ao I Encontro de Crianças e Jovens de Coimbra. O encontro decorreu na Escola Superior Agrária e contou com a participação de várias escolas do conselho.

Da parte da manhã ocorreram as apresentações de entidades promotoras deste evento e também decorreu uma conversa com a intervenção dos alunos.

Depois do almoço, em que visitamos um pouco da escola agrária com visita aos cavalos e aviário, ocorreram as workshops. O Ineds estava inscrito em duas, uma referente à sexualidade e outra relativa à alimentação saudável.






A participação dos nossos alunos foi bastante boa, tendo tido boas prestações em ambas as workshops! No final uma aluna do instituto subiu ao palco a explicar as actividades em que participou.


Consideramos que foi uma actividade bastante positiva e contamos participar em anos vindouros!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Novidades do GES

No próximo dia 2 de Maio irá decorrer a última palestra do GES sobre a Sexualidade e Doenças sexualmente transmissíveis  aos cursos profissionais do INEDS.
As palestras dadas até agora têm decorrido com interesse e foram bastante produtivas.

A realizar no dia 3 de Maio de 2011, na Escola Superior Agrária de Coimbra, ocorre um encontro que versa a Educação para a Saúde, identificada como prioritária nas acções a desenvolver em 2011.
No âmbito do Plano de Desenvolvimento Social do Município de Coimbra, a Rede Social pretende levar a cabo uma iniciativa dirigida a alunos do 2º ciclo de escolaridade (5º e 6º ano),nomeadamente para os alunos delegados e sub-delegdos das turmas, de todas as escolas do Município.

O INEDS irá participar , levando o GES os delegados e sub-delegados a este I Encontro de Crianças e Jovens do Município de Coimbra.

Fiquem atentos, pois mais novidades podem ser divulgadas!

terça-feira, 5 de abril de 2011

HPV - Virus do Papiloma humano

O que é o HPV?




HPV é a abreviatura de Human Papillomavirus ou Vírus do Papiloma Humano
O Vírus do Papiloma Humano é transmitido por contacto sexual, podendo infectar indivíduos de ambos os sexos e de todas as idades e etnias, independentemente da localização geográfica.

O HPV infecta principalmente as áreas genitais femininas e masculinas mas também qualquer outra região do corpo, bastando uma lesão como porta de entrada da pele ou mucosa.
Diversos estudos revelam uma associação entre o HPV e o desenvolvimento do carcinoma do colo do útero, verrugas e outras patologias anogenitais. É de extrema importância estudar este Virus, pois o carcinoma do colo do útero é um dos tipos de cancro que mais tem aumentado nos últimos anos.

O HPV é facilmente transmitido por contacto sexual, não sexual (familiar ou hospitalar) e por via materno fetal (durante a gestação, intra e periparto). Apesar de nada se saber acerca da viabilidade do vírus fora do organismo, considera-se a transmissão por via não sexual apenas viável durante curtos períodos de tempo.


O período de incubação, desde a infecção até ao desenvolvimento de doença não é muito bem conhecido. Contudo, muitos estudos sugerem que este demorará entre 3 semanas a 8 meses, com uma média de 3 meses, desde que existam as condições propícias para o seu desenvolvimento. Na maioria das vezes o desenvolvimento está relacionado com a competência imunológica de cada indivíduo e a carga viral (quantidade) no local da infecção.

PREVENÇÃO

São necessários alguns cuidados:
•Manter a higiene e visitar regularmente o Médico; Se estiver perante os sintomas descritos procure o seu ginecologista: comichão, corrimento, sangramento anormal (fora da menstruação) e dor durante a relação sexual.

•Reduzido número de parceiros sexuais e usar preservativo, apesar de alguns estudos revelarem que este não garante protecção contra a infecção. A maioria das pessoas sexualmente activas podem estar infectadas. Fale com o seu parceiro!
•Estão descritos como co-factores de risco para o cancro do colo do útero: hábitos tabágicos, uso de contraceptivos orais, presença de doenças venéreas, deficiências nutricionais, idade precoce da primeira relação sexual e múltiplos parceiros sexuais.

O cancro do colo do útero pode ser prevenido:
- através da vacinação contra o HPV nas idades recomendadas
- com visitas regulares ao médico para fazer rastreio (teste de Papanicolau) e poder detectar atempadamente qualquer alteração

Por isso,
- se tens 17 anos ou menos , vai ao teu Centro de Saúde e informa-te quando podes ser vacinada no âmbito do Plano Nacional de Vacinação
- se tens 18 anos ou mais, fala com o teu médico sobre vacinação contra o HPV e quando deves iniciar o rastreio regular

quinta-feira, 31 de março de 2011

Alergias e Primavera

A Primavera em flor e o despertar das alergias
Vermelhas, azuis, amarelas ou imaculadamente brancas, as flores surgem na Primavera cheias de vida e lançando o seu pólen ao vento.

É na Primavera que a vida parece ressurgir depois de um rigoroso Inverno. Surgem também alguns raios quentes de Sol, propiciando os primeiros passeios ao ar livre.
As crianças fartas de estar confinadas às suas habitações ou às salas de aula, podem agora brincar no recreio e dar longos passeios aos fins-de-semana.  Contudo, tudo o que é belo tem um senão.
Há umas décadas, as alergias eram pouco conhecidas em Portugal; hoje os alergologistas lidam diariamente com centenas de casos, e, entre eles, com  muitas crianças.
A Primavera, este ano, devido às abundantes chuvas deste Inverno, promete grande floração. Os campos estarão mais verdes, cobertos de flores, mas a abundância de pólen ocasionará  uma acrescida influência nas pessoas alérgicas.

Reconhecer os sintomas

As alergias ao pólen  podem provocar desde uma leve conjuntivite a uma crise asmática. Os primeiros sintomas podem apresentar-se sob a forma de olhos chorosos, espirros e comichão no nariz, com abundante secreção líquida. 

As dificuldades respiratórias  podem também  manifestar-se com pequenos acessos de tosse com diversos graus graus de intensidade.
Muitas vezes, os pais não identificam os sintomas, porque estes podem ser semelhantes aos de um catarro, e não tomam as medidas preventivas adequadas.
A melhor medida para tratar as alergias sazonais provocadas pelo pólen  é a prevenção.

Fontes de pólen
As gramíneas como o trigo, centeio, aveia, milho ou arroz - gramíneas cultivadas - e as não cultivadas ou selvagens como a relva  e outras ervas daninhas - Parietária, Plantago e Artemísia - que cobrem os campos ou os prados são as maiores fontes de pólen, para além de algumas árvores.
De entre o pólen das árvores, o mais alérgico é o da oliveira, embora também provoque reacções alérgicas, o choupo, o freixo, o cipreste e o pinheiro.

Sabendo que o pólen pode ser transportado desde grandes distâncias se as condições atmosféricas forem favoráveis, convém que, nas horas mais quentes do dia - entre as 12 e 16 horas - , especialmente se estiver vento, se evite a permanência ao ar livre.
Os polénes podem deslocar-se desde 100 quilómetros, sendo, no entanto, que podem afectar mais as pessoas, com propensão a alergias, quando se encontram num raio de 1 quilómetro.

Para além de não permanecer ao ar livre, convém durante a época polínica ter outros cuidados especiais como: não viajar com a janela do carro aberta, não abrir as janelas durante as primeiras horas do dia ou sempre que esteja vento, evitar  passear em jardins ou campos relvados, preferindo passeios por areais à beira-mar.

Como se previnem estas alergias?
O ideal seria evitar os agentes alergénicos. Mas isso não é possível, uma vez que a brisa liberta o pólen das flores, arrasta-o pelo ar, deixando os narizes mais vulneráveis à sai mercê. A reclusão seria a melhor prevenção, mas é, obviamente impraticável. Usar um lenço para proteger as vias respiratórias também minimizaria o impacto, mas é pouco prático e pouco agradável. Em casa, é possível manter o ambiente saudável, o mais livre de pó e ácaros (virar as atenções para os quartos das crianças):
  • Devem ser eliminadas as alcatifas, tapetes grossos; o pavimento deve ser liso e facilmente lavável;
  • As paredes devem ser lisas e nunca cobertas a papel;
  • Não usar reposteiros, preferindo cortinas simples e, de preferência, de material sintético;
  • Preferir móveis simples e pouco trabalhados, para não acumularem pó;
  • Não guardar livros, discos, brinquedos, ou peluches no quarto;
  • Preferir roupa de cama de materiais sintéticos, edredons em vez de cobertores;
  • Evitar lençóis de flanela, usando os de algodão;
  • Lavar lençóis e fronhas a uma temperatura superior a 55º;
  • Aspirar regularmente pavimento, tapetes, sofás e colchões;
  • Evitar a presença de animais de pêlo ou apenas nos quartos de dormir;
  • Reduzir a humidade em casa e aumentar a ventilação.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Higiene oral


O que é uma boa higiene oral?
Uma boa higiene oral é aquela que resulta da remoção eficaz dos restos alimentares (principalmente após as refeições) e ao mesmo tempo impossibilita a “ligação” de um conjunto de bactérias aos dentes e gengivas, de forma a impedir a destruição dos dentes pela acção dessas bactérias.

A principal função da higiene oral é a remoção da placa bacteriana da superfície dos dentes e deve iniciar-se como hábito diário desde a erupção do primeiro dente do bebé.
O que é a placa bacteriana?
A placa bacteriana ou biofilme oral é uma película aderente e transparente constituída por bactérias e seus produtos, formando-se constantemente sobre os seus dentes e gengivas. É a principal causa da cárie dentária e das doenças periodontais que podem levar à perda de dentes.
Como sei que tenho placa bacteriana?
Todos nós desenvolvemos placa bacteriana. As bactérias proliferam constantemente na nossa boca. Para crescerem, estas bactérias utilizam ingredientes encontrados na nossa dieta e saliva. A placa bacteriana, em presença de hidratos de carbono (especialmente açúcares) produz os ácidos que vão desmineralizar os tecidos duros do dente (esmalte e dentina). Assim, sempre que se ingerem alimentos ou bebidas açucaradas, produzem-se ácidos. Com os ataques ácidos repetidos, o esmalte deteriora-se e as lesões de cárie iniciam-se.
A placa bacteriana que não é removida também provoca inflamação gengival, conduzindo à gengivite (gengivas vermelhas, inchadas e sangrantes).
Como posso evitar que a placa bacteriana se forme?
A formação da placa bacteriana é um processo constante na cavidade oral. Contudo podemos prevenir a sua acumulação e as consequências que daí advêm. Assegure-se de que:
  • Escova cuidadosamente todas as superfícies dos dentes pelo menos duas vezes por dia;
  • Usa o fio dentário diariamente para remover a placa bacteriana que se acumula entre os dentes e no sulco gengival;
  • Modera o consumo de alimentos e bebidas açucarados (bolos, bolachas, pão achocolatado, batatas fritas, refrigerantes, etc.), pois estes facilitam a adesão das bactérias às faces dentárias e são usados para a produção de ácidos que destroem os dentes;
  • Se necessário, existem agentes antibacterianos (como a clorhexidina), amplamente aplicados em medicina dentária, através de soluções de bochecho ou em dentífricos e que apresentam altas taxas de eficácia na redução e controle do biofilme oral. Aconselhe-se com um profissional de saúde oral.
Cuidados para uma boa higiene oral
Manter uma boa higiene oral é um dos comportamentos mais importantes que pode ter pelos seus dentes e pelas suas gengivas.
O cuidado diário preventivo, que inclui a escovagem e o correcto uso do fio dentário, ajudá-lo-á a preservar a sua saúde oral e consequentemente a sua saúde em geral.
Os principais cuidados a executar para ter uma correcta higiene oral são:
  • Escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia, sendo que uma delas deve ser, obrigatoriamente, antes de se deitar;
  • Utilizar sempre um dentífrico com 1.000 a 1.500 ppm de flúor;
  • Utilizar uma escova de tamanho adequado. Normalmente as escovas dentárias devem ter uma cabeça pequena e serem macias, para evitar lesões sobre os dentes e gengivas;
  • Utilizar diariamente fio ou fita dentária para retirar restos alimentares e bactérias dos espaços que existem entre os dentes e entre estes e as gengivas. O seu uso deve ser executado antes da escovagem, para que a acção protectora do dentífrico seja mais prolongada;
  • O recurso a elixires ou colutórios para bochecho deve ter uma indicação clínica, pois não são todos iguais e os produtos utilizados podem ter aplicações bastante diferentes. Deve por esse motivo seguir as indicações dos profissionais de saúde oral;
  • Nas crianças, o acto de higiene oral deve ser sempre supervisionado pelos pais, tendo especial atenção à quantidade de dentífrico colocado na escova e possibilidade de ingestão do mesmo;
  • Em alguns casos pode existir indicação clínica para recurso a suplementos fluoretados;
  • No final da higiene oral não se deve passar a boca por água, mas sim cuspir os excesso de dentífrico, pois assim a acção dos compostos fluoretados ou antimicrobianos será mais prolongada
Nos adolescentes e adultos
  • Incline a escova em direcção à gengiva num ângulo de 45º de encontro à gengiva e faça pequenos movimentos horizontais e vibratórios, tipo vaivém ou circulares, de modo a que os pêlos da escova limpem o sulco gengival (espaço que fica entre o dente e a gengiva). Faça cerca de dez movimentos nas superfícies dentárias abrangidas pela escova;
  • A escova deve abranger dois dentes de cada vez;
  • Escove com uma sequência que permita que todas as superfícies dentárias sejam escovadas. Comece num extremo do maxilar e acabe no outro extremo;
  • Escove suavemente as superfícies exteriores (do lado da bochecha) e interiores (do lado da língua);
  • Escove as superfícies de mastigação, fazendo movimentos curtos tipo vaivém;
  • Escove a sua língua suavemente, desde a base em direcção à ponta, de modo a remover as bactérias e a refrescar o seu hálito;
  • E nunca é demais reforçar: a escovagem dos dentes demora 2 a 3 minutos.